whatever you do, don’t open your eyes

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It hasn’t been a while since we watched ‘A quiet place’ on big screens. The movie as probably you know – and if you don’t check this out here – depicts a reality in which sound gives you away, so you have to watch your every move. If you did the unknown creatures that now populate the planet would be able to find you.

As if we thought it couldn’t get any worse, and by that we mean better considering quality of the story and production, Netflix released Birdbox on December 21st. Directed by Susanne Bier (from The Night Manager), the movie based on the novel of Josh Malerman, first published on 2014, presents a post-apocalyptic world which is terrorized by something that mustn’t be seen or it will drive you mad and make you end your life.

Since I wasn’t aware about the story at all, that that helped building up my feelings during the movie session, surprisingly to a very bad place: I felt tense, breathless and curious, which was a clear statement of what a great work has been delivered.

From the moment it begins to the last five minutes we can see how the story and the characters develop in a very dense way. Starting the SPOILER SESSION from now on, the world depicted on the film is about world in which you can’t look or it will get to you, you might ask me what it is, but it’s never shown.

Having no name, form or any idea of what is this thing, doesn’t make it harder to build up the suspense, actually, the lack of a figure is almost ideal, and to see how the actors dealt with the visions of what scares them the most is revealing.

The story starts with Malorie’s life, the main character, which is brilliantly played by Sandra Bullock. She portrays a single pregnant woman, she’s a thought character, cold and distant you might say and reluctant about her pregnancy.

Since we are not here to deliver a synopsis, I will shortly resume the story to justify my ‘review’: the movie starts in 2020, and there are some inexplicable madness cases rapidly spreading in the world. The ‘epidemic’ hits Malorie’s town and many people are instantly corrupted, and it causes massive death and destruction, but she manages to hide away before she sees the invisible somethings that causes it. She hides then in this house with some people that are still sane and they try to keep it that way shutting down all doors and windows so no one will have any contact with the outside. The movie cuts back and forth to five years ahead in time and Malory has managed to develop a survival mode to not get caught, it consists on being always blindfolded on the outside, relying on the birds she has to know if the creatures are around –   because they get really agitated around them – living in completely covered places and using sound to guide themselves. In this near future she is still running away from the creatures with her two children and no other company.

Since the story itself is to be seen yet (by you at least), what is interesting here is how Malorie goes from a stone cold person to a brave, passionate mother, that acts not only from her desperation but fighting with all she has to protect her children. Describing in that sense it seems flat for someone that doesn’t share family values as its shown in the movie but how Bullock plays it makes it almost tangible. She’s surprisingly rough and even aggressive with her children, that also deliver an amazing performance.

The screening takes you to a desolated, violent and lonely place, but the sound track is really what puts you though in total discomfort, I felt particularly nauseated during the process, but the process is rewarding and the end is certainly a relief.

The movie doesn’t give us closure, that’s for sure, if you look for a classic story with beginning – development – ending this is not where you’ll find it, because it’s not about delivering a cure or saving the world.

If you read till here, there you have the movie trailer:


Não faz muito tempo desde que vimos “Um lugar silencioso” nos cinemas. O filme, como você provavelmente sabe – e se você não fizer confira aqui – descreve uma realidade em que o som te entrega, então você tem que assistir cada movimento seu, caso fizesse as criaturas desconhecidas que agora povoam o planeta, seriam capazes de encontrá-lo.

Como pensávamos que não poderia piorar, e com isso queremos dizer melhorar, considerando a qualidade da história e da produção, a Netflix lançou Birdbox  dia 21 de dezembro. Dirigido por Susanne Bier (do The Night Manager), o filme baseado no romance de Josh Malerman, publicado pela primeira vez em 2014, apresenta um mundo pós-apocalíptico que é aterrorizado por algo que não deve ser visto ou vai deixá-lo louco e fazer com que você acabe com sua vida.

Como eu não estava ciente sobre do que se tratava a história, esse não saber ajudou a construir os meus sentimentos durante o filme, que me levou surpreendentemente para um lugar muito ruim: eu me senti tensa, sem fôlego e curiosa, o que é uma declaração clara do que um trabalho incrível foi entregue.

A partir do momento em que começa até os últimos cinco minutos, podemos ver como a história e os personagens se desenvolvem de uma forma muito densa. Começando a SESSÃO SPOILER a partir de agora, a realidade representada no filme é sobre o mundo em que você não pode olhar ou esse terror invisível irá te contaminar, você pode me perguntar o que é, mas nunca é mostrado.

Não ter nome, forma ou qualquer ideia do que é isso, não torna mais difícil construir o suspense, na verdade, a falta de uma figura é quase ideal, e ver como os atores lidaram com as visões do que os assusta mais é revelador.

A história começa com a vida de Malorie, a personagem principal, que é brilhantemente interpretada por Sandra Bullock. Ela retrata uma mulher grávida que ao mesmo tempo é um personagem frio e distante, dando até a entender que ela é relutante sobre sua gravidez.

Já que não estamos aqui para entregar uma sinopse, vou retomar em breve a história para justificar minha ‘classificação’: o filme começa em 2020, e há alguns casos inexplicáveis ​​de loucura se espalhando rapidamente pelo mundo. A “epidemia” atinge a cidade de Malorie e muitas pessoas são instantaneamente corrompidas, essa epidemia causa uma série de mortes e uma destruição maciça, mas ela consegue se esconder. Malorie se encontra então nesta casa com algumas pessoas que ainda são sãs e tentam mantê-la assim fechando todas as portas e janelas para que ninguém tenha contato com o exterior. O filme corta mostrando cinco anos à frente no tempo e Malorie conseguiu desenvolver um modo de sobrevivência para não ser pego, consiste em estar sempre vendado do lado de fora, contando com os pássaros que ela tem que saber se as criaturas estão por perto. porque eles ficam realmente agitados em torno deles – vivendo em lugares completamente cobertos e usando o som para se guiarem. Neste futuro próximo, ela ainda está fugindo das ‘criaturas’ com seus dois filhos e nenhuma outra companhia.

Como a história em si é para ser vista ainda (pelo menos para você), o que é interessante aqui é como Malorie vai de uma pessoa distante e fria a uma mãe corajosa e apaixonada, que age não apenas pelo seu desespero, mas lutando com tudo o que tem a fazer proteger seus filhos. Descrevendo, nesse sentido, parece superficial para alguém que não compartilha os mesmos valores, como mostrado no filme, mas como Bullock o faz, é quase tangível. Ela é surpreendentemente rude e até agressiva com seus filhos, que também mostram um desempenho incrível.

A filmagem leva você a um lugar desolado, violento e solitário, mas a trilha sonora é realmente o que coloca você em total desconforto, me senti particularmente enjoada durante o processo, que é totalmente recompensador e o final é certamente um alívio.

O filme não nos dá um fim concreto, ou seja, se você procurar uma história clássica com o começo, desenvolvimento e fim, aqui não é onde você a encontrará, porque não se trata de oferecer uma solução ou salvar o mundo.

Se você leu até aqui, assista ao trailer:

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