Estética

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Termo e Função:

Baumgarten começa a valer-se do termo estética e propõe seu estudo como disciplina a partir do século XVIII. Derivado do grego, ‘a e s t h e s i s’, é relativo à perceber com os sentidos.

Percepção é a elaboração mental dos nossos sentidos, por tanto, a estética é um conceito relativo, como bem coloca Merleau-Ponty “O homem está no mundo e é no mundo que ele se reconhece”, ou seja, essa leitura é feita através de reconhecimentos ou ‘pontos de encontro’ (Pareyson) já que cada pessoa possui uma experiência e estrutura sua análise a partir desta vivência/entendimento.

Ao propor esse entendimento sobre a estética pressupõe-se a separação entre razão e sensibilidade, já que a obra seria produzida para provocar subjetivamente o expectador. A poética e a crítica podem ser confundidas com a estética. A primeira vem antes da obra pronta, é do artista, inerente à atividade criativa. A segunda é relativa a obra pronta, podendo ser entendida como um manual de leitura, já que a crítica da arte é pedagógica e não se relaciona aqui com o uso cotidiano desta palavra.

A poética constrói as leis da obra, já que cada artista trabalha ao seu modo, ela traduz em termos normativos e operativos um determinado gosto, já a crítica estabelece critérios de avaliação e consequentemente atribuição de valor.

Conteúdo e forma:

A obra de arte, que aqui é a forma em si, carrega o conteúdo, esses são respectivamente relativos ao visível e ao invisível, de acordo com Merlau-Ponty.

A forma seria então o estado final, conclusivo da obra, já o conteúdo pode ser um assunto específico (em se tratando de obras históricas, ou religiosas por exemplo) ou um tema (ao considerarmos representações abstratas, que são primariamente subjetivas).

“Forma e conteúdo são vistos assim na sua inseparabilidade: o conteúdo nasce como tal no próprio ato em que nasce a forma e a forma não é mais que a expressão inacabada do conteúdo. Fazer arte significa (…) dar uma configuração à espiritualidade” Pareyson, 1997

O estilo:

A personalidade do artista é a própria energia formante da obra, a iniciativa da arte, seu estilo, seu gesto que é o que introduz a espiritualidade na obra. Isso não é porém, reduzir o conteúdo espiritual a um mero valor formal, e sim carregar suas inflexões formais de sentido.

Sua espiritualidade (conteúdo) é gesto formante que resulta na obra – ou forma.

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One and Three Chairs. Joseph Kosuth

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